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21/11/2017

INFORME DO COMANDO LOCAL DA GREVE DOS TÉCNICOS DA UFAL

A greve dos técnico-administrativos das Universidades federais iniciou-se no último dia 10 de novembro. O movimento paredista se consolidou e já são mais de 30 instituições paralisadas. Diversas assembleias ocorrerão nesta semana o que deverá expandir este número. 
 No âmbito da UFAL, a greve dos técnico-administrativos também já se consolidou em todo o estado. Tivemos, em nossa primeira assembleia em greve, realizada no dia 14/11 no hall da Reitoria, a participação de 191 trabalhadores. Foi uma das maiores assembleias das últimas greves, o que demonstra a força do movimento em curso. 
 A nossa greve tem como objetivo resistir aos ataques do governo Temer e defender os serviços públicos. Está em curso um conjunto sem precedentes de retirada de direitos dos trabalhadores e de desmonte dos serviços públicos. Além das diversas medidas que já foram aprovadas, como a famigerada Emenda Constitucional que limita os gastos sociais da União, a reforma trabalhista e a expansão da terceirização, temos ainda diversos projetos em curso. 
 O governo, atendendo aos interesses do capital financeiro, ainda tenta a todo custo aprovar a Reforma da Previdência. Com as dificuldades políticas para aprovar sua proposta inicial na íntegra, tem agora como um dos seus focos os servidores públicos. Já tivemos neste mês o aumento da alíquota da contribuição previdenciária para os servidores públicos.  
Além de ter adiado o reajuste para diversas categorias do funcionalismo, o governo Temer prepara um grande pacote de “reestruturação” das carreiras dos servidores federais, o que implicará, na verdade, a destruição destas carreiras. Além de já ter lançado um PDV (Programa de Demissão Voluntária), tramita no congresso o PLS 116/17, que tem o objetivo de acabar com o instituto da estabilidade nos serviços públicos. Direitos históricos, conquistados com muita luta ao longo das últimas três décadas, estão diretamente ameaçados. 
 No centro da nossa pauta nacional, temos a defesa da Universidade pública, gratuita, estatal, de qualidade e socialmente referenciada. As universidades e institutos federais encontram-se em uma situação de grave crise. Trata-se de um caos planejado, provocado pelos cortes e contingenciamento de recursos que tem colocado em risco não só o funcionamento destas instituições, bem como seu caráter público. O MEC já defende abertamente medidas que atentam contra a própria natureza das universidades públicas, como a cobrança de mensalidades. Primeiro fabrica-se a crise de financiamento, depois vêm as falsas soluções. 
 Foi diante desses profundos retrocessos, que os técnicos das universidades federais resolveram reagir. Entramos em greve porque não assistiremos passivamente ao desmonte da universidade pública e dos nossos direitos. Pelo contrário, resistiremos e chamamos toda a comunidade acadêmica a fazer o mesmo. Diante desse contexto tão adverso, não nos resta outra alternativa. 
 A nossa greve, excetuando-se as essencialidades previstas em lei, compreende a paralisação de todas as atividades técnico-administrativas. Portanto, somente nesses casos, e com a anuência do Comando de Greve e da nossa Assembleia, cabe a realização de escalas de greve. É intolerável que chefias venham a impor quais serviços deverão ou não ser mantidos. Como também não é aceitável que esses imponham “escalas” nos setores. Tais decisões cabem somente aos trabalhadores/as e o seu movimento grevista. Qualquer solicitação para manutenção de algum serviço deve ser formalmente dirigida ao Comando de Greve para  

 
 
apreciação pelo mesmo. Nossa greve é dirigida contra os ataques que estamos sofrendo do governo, destarte, não temos nenhum interesse em gastarmos nossas energias em conflitos locais com as chefias. Tampouco ficaremos passivos frente a abusos contra o nosso exercício legítimo do direito de greve. 
 Neste sentido, o Comando de Greve orienta: 
  1 – O fortalecimento da greve, intensificando as ações do movimento e paralisando todas as atividades técnico-administrativas, excetuando-se as essencialidades previstas por lei e apreciadas pelo Comando de Greve; 
  2 – As chefias ou servidores que entenderem que em seus respectivos setores há serviços que precisam ser mantidos, devem solicitar formalmente ao Comando de Greve para que o mesmo avalie e delibere sobre se autoriza ou não os trabalhadores do setor a cumprir tais atividade durante a greves. As atividades de técnicos e/ou escalas mantidas sem a anuência do Comando de Greve poderão ser consideradas como um grave desrespeito ao nosso movimento, frente ao qual utilizaremos todos os meios legítimos que dispomos para combater tais práticas anti-grevista. 
 3 – As pressões, constrangimentos ou qualquer tipo de assédio, devem ser imediatamente denunciados ao Comando de Greve para as devidas providências. 
 
 
Maceió, 16 de Novembro de 2017 
 
 
Comando Local de Greve - SINTUFAL 

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