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28/05/2018

NOTA DA DIREÇÃO DO SINTUFAL SOBRE A GREVE DOS CAMINHONEIROS

Na última sexta-feira, dia 25/05, replicamos a nota “Posição da FASUBRA sobre a greve dos caminhoneiros”. Consideramos que essa nota possui uma linha política correta frente a essa situação, coincidindo com a nossa posição enquanto Direção do SINTUFAL.

            Durante o fim de semana, apesar das tentativas de enrolação e de coerção do Governo Federal frente à greve, o movimento, apesar de ter diminuído, continuou muito forte, impactando sobre todo o cotidiano dos brasileiros. Nova negociação foi realizada na noite de domingo (27/05) e ainda não sabemos se o movimento continuará ou não.

            Desde o início, a greve exibiu grandes contradições. A patronal do setor e forças reacionárias disputam os rumos do movimento desde o seu nascedouro. Contudo, devemos reconhecer primeiramente que a greve parte de uma reivindicação totalmente justa: os altos preços dos combustíveis. Sabemos que a disparada nos preços dos combustíveis é produto da atual política entreguista e privatista que o Governo impõe sobre a Petrobrás. Pagamos aqui pelos megalucros dos conglomerados internacionais que exploram o petróleo em detrimento das nossas necessidades sociais.  No Brasil, os altos preços dos combustíveis pressionam diretamente sobre o consumo das famílias, onerando ainda mais a vida do trabalhador. Portanto, devemos apoiar a greve dos caminhoneiros, exigindo controle público sobre os preços dos combustíveis, bem como a defesa intransigente da luta contra a privatização da Petrobrás (que só agravaria o problema como vem sendo aprofundado com a politica de Pedro Parente de desmonte da nossa maior estatal).

            Diante desta complexa situação, em que setores conservadores tentam emplacar saídas reacionárias para as reivindicações do movimento, incluindo até a defesa de intervenção militar, precisamos saber nos colocar do lado dos trabalhadores e das pautas que vão ao encontro dos nossos interesses de classe e da maioria do povo brasileiro.

            Neste sentido, devemos ter máxima atenção com convocações apócrifas através de mensagens nas redes sociais, marcando greve geral ou convocando manifestações. Já vimos com a experiência do passado recente, que essas convocações não são realmente “espontâneas” e “apartidárias” (algumas até se colocam abertamente contra a presença de sindicatos). Sabemos que tais “correntes virtuais” são utilizadas sorrateiramente por grupos com interesses reacionários que são completamente opostos a nossa luta por mais direitos e mais democracia. Em tal contexto, neste domingo (27/05), iniciou-se uma manifestação em frente ao 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Maceió, pedindo Intervenção Militar! Precisamos repudiar essas perspectivas antidemocráticas e autoritárias, bem como rejeitar as pautas conservadoras que tentam se promover aproveitando-se da indignação dos caminhoneiros e dos brasileiros com a crise social e a carestia dos combustíveis.

            Estamos juntos com a FASUBRA na defesa para que as Centrais Sindicais convoquem um calendário de lutas, confluindo com a greve dos petroleiros que está marcada para iniciar em 28, 29 e 30/05, bem como as demais categorias que estão se colocando em luta. Todo apoio a greve dos petroleiros!

            Seguimos acompanhando atentamente todos os acontecimentos e buscando, junto a nossa Federação, as Centrais, os demais sindicatos e os movimentos populares, construir saídas unitárias que coloquem o conjunto da classe trabalhadora em movimento junto aos caminhoneiros em suas reivindicações justas. Qualquer nova orientação será imediatamente comunicada à categoria. A Assembleia marcada para a próxima quarta-feira, dia 30/05, às 10h, no Hall do HU, continua mantida e reveste-se de mais importância ainda diante da situação política do país.

            Por fim, quanto ao funcionamento da UFAL, estamos aguardando um posicionamento da Reitoria diante da possibilidade de suspensão das atividades da UFAL. Entendemos que administrativamente essa medida deve ser tomada ao se constatar o prejuízo da comunidade acadêmica em comparecer a instituição frente à situação em tela. Desde já, independente da suspensão das atividades regulares da UFAL vir a se efetivar ou não, defendemos que qualquer membro da comunidade que não possa comparecer as suas atividades nesse período, tenha sua ausência justificada e abonada, evitando assim maiores prejuízos.

Direção do SINTUFAL