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07/06/2019

Sintufal participa de audiência no MPT sobre assédio moral na Ufal

Arte ilustrativa contra o assédio moral no âmbito da Ufal
Arte ilustrativa contra o assédio moral no âmbito da Ufal

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) participou, nesta quinta-feira, dia 06 de junho, de uma audiência, no Ministério Público do Trabalho (MPT), que apura casos de assédio moral no âmbito da Ufal.  

A educadora Suzan Flávia Cordeiro de Lima, professora de Arquitetura da Ufal, expôs, numa entrevista para uma emissora de TV local, que é vítima de assédio moral em seu ambiente de trabalho há uma década. Segundo ela, já houve ocorrência de misoginia, que é a repulsa, desprezo ou ódio contra as mulheres. Ela acrescentou que várias vezes teve seus trabalhos revisados e expostos para os demais colegas e os alunos, alegando que ela era incompetente.  

Suzan relatou que, graças aos atos sofridos, acabou desenvolvendo uma doença autoimune, fibromialgia e Síndrome de Burnout em função de todo estresse que passou ao longo dos últimos dez anos. Além do caso dessa professora, outros 10 casos estão sendo investigados pelo MPT. As denúncias foram feitas pelo Sindicato de servidores da Universidade. 

Segundo Lavínia Cavalcante Cunha, advogada da professora Suzan, ao analisar os autos do processo administrativo de sua cliente, perante a Ufal, foi possível verificar que haviam várias inconsistências em relação à investigação do assédio moral, como ações e omissões por parte da universidade relativas aos procedimentos necessários para a proteção das vítimas de assédio moral.     

De acordo com o procurador do MPT, Cássio de Araújo Silva, o principal papel do Ministério Público do Trabalho, nesse caso, é fazer com que a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) adote medidas e políticas no sentido de prevenir e combater práticas de assédio moral.  

O coordenador Regional do Sintufal no Campus Sertão/Unidade Penedo, José Moyses Ferreira, ou para o fato de que há um grande número de afastamento de servidores que tem a ver também com o assédio moral. “A questão do assédio está presente sim e perene isso no trabalho do servidor. Claro que não podemos desprezar todas as dificuldades que encontramos em nosso dia a dia de trabalho”, destacou. 

Já a assessora do gabinete da Ufal, Fabiana Recheembach, se limitou a dizer que os canais de denúncia ainda têm números pequenos e que é importante que as pessoas os conheçam e façam a denúncia para que a apuração possa acontecer. 

Assédio Moral - O assédio moral é caracterizado por atos que, repetidos com regularidade, transformam o dia a dia do empregado em algo insustentável no trabalho e pode provocar danos psicológicos e até físicos, como doenças, devido ao estresse causado pelo assédio. As denúncias sobre assédio moral para o Ministério Público do Trabalho em Alagoas podem ser feitas por meio do link https://peticionamento.prt19.mpt.mp.br/denuncia#