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Sintufal exige explicações sobre retorno ao trabalho em plena pandemia

Arte: Ascom/Sintufal

O Sindicato dos Trabalhadores na Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) protocolou ofício, na última quinta-feira (05/11), junto ao gabinete do reitor, Josealdo Tonholo, pedindo explicações sobre o retorno ao trabalho de forma presencial na Reitoria e Sinfra, ocorrido na última terça-feira (03/11), de acordo com notícia publicada no sítio da Ufal.

Para o coordenador de comunicação do Sintufal, jornalista Ricardo José Oliveira Ferro (Moresi), o fato desse retorno ao trabalho ter se dado sem nenhuma discussão com a entidade representante dos técnicos causou indignação e perplexidade na Direção Colegiada do sindicato e na base de técnicos. “Pedimos explicações formais e plausíveis para tal postura administrativa, uma vez que não há ato formal que designe o retorno presencial dos técnicos da Reitoria e da Sinfra”, destaca.

O coordenador acrescenta ainda que desde o início da nova gestão da Ufal o sindicato buscou estabelecer diálogo e respeito ao novo gestor. “Nessa postura adotada de retorno esqueceu-se o entendimento e a soberania das decisões coletivas dialogadas. Nós – enquanto legítimos representantes dos trabalhadores da Ufal – não iremos tolerar tacitamente atitudes dessa natureza. Protocolamos um ofício e queremos discutir com a reitoria essa mudança de rumo adotada pela gestão”, frisa ele.     

O Sintufal manifesta sua preocupação com os riscos de contaminação pela Covid-19 e a total falta de parâmetros técnicos e científicos para definir o retorno diante do fato de termos servidores nos grupos de riscos e de não haver vacina para evitar o Coronavírus.   

Na publicação no sítio oficial da Ufal, ocorrida dia 30 de outubro, a matéria afirma que o reitor Josealdo Tonholo informa que o retorno é necessário porque há muita demanda de final de ano e a Ufal precisa do empenho de todos. “Nós não paramos de trabalhar durante esses meses de pandemia, mas, agora, vamos ampliar o atendimento na Reitoria e na Sinfra. Lógico que resguardando a segurança de todos os servidores e usuários. Continuarão em casa os idosos e quem está em grupo de risco”. Mesmo com essa afirmação, o Sintufal questiona o detalhamento e o esclarecimento de critérios como, por exemplo, quais seriam as demandas tão urgentes, entre outras coisas.

Temos técnicos nos grupos de riscos: idosos de 60 anos ou mais, mulheres grávidas e puérperas e pessoas com doenças pré-existentes, entre outras situações. Tudo precisa ser levado em conta e a reitoria não esclareceu qual procedimento deve ser adotado. As ditas “medidas de segurança” não são claras e não há qualquer garantia do que será seguido. O texto publicado no sítio da Ufal afirma simplesmente que “haverá álcool 70% em todos os locais de atendimento, todas as pessoas devem usar máscara e deve ser obedecido o distanciamento seguro”.

O sindicato espera uma manifestação por escrito da reitoria e exige uma reunião presencial para que se esclareçam os critérios e orientações para o retorno ao trabalho de forma objetiva e transparente. A Europa já vive uma segunda onda do Coronavírus e no Brasil nem saímos da primeira, o Sintufal acredita que não é o momento de relaxar e sim de manter todos os cuidados. Tendo consciência da responsabilidade de cada um e das demandas do trabalho em todos os setores Ufal.

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