Mesmo com paralisação o atendimento ao público continua no HU
Na manhã desta quarta-feira (13/05), trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realizaram uma manifestação em frente ao ambulatório do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), em Maceió. O ato integrou a agenda de mobilizações da greve da categoria, iniciada no último dia 27 de fevereiro.
A atividade teve como principal objetivo dialogar com a população usuária dos serviços do hospital, apresentando os motivos da paralisação e reforçando a cobrança ao Governo Federal pelo cumprimento integral do acordo firmado ao final da última greve da categoria.
Mesmo com a paralisação, os atendimentos à população seguem mantidos no Hospital Universitário, respeitando o funcionamento dos serviços essenciais.
Entre os principais pontos defendidos pelo movimento grevista estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) sem restrições, a jornada de 30 horas para todos os técnicos-administrativos, o reposicionamento na carreira e a aceleração da progressão dos servidores aposentados.
A mobilização ocorre em âmbito nacional e, atualmente, 53 Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) seguem com paralisações deflagradas. De acordo com a coordenadora-geral do Sintufal, Lopes dos Santos, a categoria permanece mobilizada em defesa dos direitos dos servidores.
“Seguimos na luta em defesa da nossa base e buscando respostas do Governo Federal”, afirmou a dirigente sindical.
Mobilização em Brasília
Além das atividades nos estados, o Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra-Sindical participou, na terça-feira (12/05), de audiências públicas na Câmara dos Deputados, em Brasília, para reforçar pautas consideradas prioritárias para os trabalhadores da saúde e técnico-administrativos das instituições federais de ensino.
Uma das agendas ocorreu na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, durante audiência pública em homenagem ao Dia da Enfermagem. Na ocasião, o principal tema debatido foi o cumprimento do piso salarial nacional da enfermagem, instituído pela Lei nº 14.434/2022.
A pauta é considerada uma reivindicação histórica da categoria e integra a luta por valorização profissional, melhores condições de trabalho e garantia de direitos.