Educação não pode pagar a conta do ajuste fiscal
O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) manifesta profunda indignação e repúdio ao bloqueio de recursos imposto ao Ministério da Educação (MEC), que figura como a terceira pasta mais afetada pelo contingenciamento promovido pelo Governo Federal em 2026.
De acordo com os dados oficiais, o MEC sofreu um bloqueio de aproximadamente R$ 1,6 bilhão em verbas discricionárias, além de mais de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares, dentro de um pacote que elevou para R$ 23,7 bilhões o total de recursos bloqueados no Orçamento da União. A medida coloca em risco o funcionamento das universidades e institutos federais, justamente em um momento em que essas instituições enfrentam enormes desafios para garantir ensino, pesquisa, extensão e assistência estudantil.
O contingenciamento afeta diretamente despesas essenciais, como contratos de limpeza, segurança, manutenção, energia elétrica, bolsas acadêmicas e serviços indispensáveis ao funcionamento das instituições federais de ensino. Relatos de universidades apontam dificuldades para honrar compromissos financeiros e crescente insegurança quanto à continuidade dos repasses necessários para custeio das atividades acadêmicas.
O Sintufal considera inaceitável que a Educação, setor estratégico para o desenvolvimento social, científico e tecnológico do país, seja novamente penalizada por medidas de ajuste fiscal. O fortalecimento das universidades federais exige investimentos permanentes e previsibilidade orçamentária, não bloqueios que comprometem o planejamento institucional e a oferta de serviços à população.
A situação torna-se ainda mais preocupante diante da paralisação nacional dos Técnico-Administrativos em Educação, que já se aproxima de quatro meses de mobilização em defesa do cumprimento integral do acordo firmado em 2024 entre a categoria e o Governo Federal. Enquanto os trabalhadores lutam pelo respeito aos compromissos assumidos, as instituições federais enfrentam mais uma ameaça à sua capacidade de funcionamento.
O Sintufal reafirma seu compromisso com a defesa intransigente da universidade pública, gratuita, democrática e socialmente referenciada. Exigimos a reversão dos bloqueios que atingem a Educação e a garantia dos recursos necessários para que as universidades federais continuem cumprindo seu papel junto à sociedade brasileira.
Nenhum passo atrás na defesa da educação pública e dos serviços públicos federais.