No momento, o servidor aposentado Bartolomeu Rodrigues de Moura, é o representante de Alagoas, que está participando do Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra, em Brasília.
Os técnicos administrativos da Ufal, junto com trabalhadores de outras 42 instituições federais de ensino superior em todo o país, estão em greve diante do não cumprimento integral do acordo firmado com o governo federal após a última greve, em 2024. O movimento não pede nada além do que já foi negociado e oficialmente acordado. A reivindicação é simples e justa: que o governo federal cumpra integralmente o que foi pactuado com os trabalhadores.
Os técnicos administrativos são parte essencial do funcionamento das universidades e institutos federais, garantindo que ensino, pesquisa e extensão aconteçam todos os dias. Valorizar esses profissionais também é defender a educação pública. A greve é um instrumento legítimo de luta para garantir direitos e cobrar o cumprimento dos compromissos assumidos.
Nossas lutas – De acordo com o último informe de greve (IG 01/2026) enviado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e pelo Comando Nacional de Greve (CNG), neste cenário de lutas intensas, se sobressai a valentia da nossa categoria de técnicas e técnicos administrativos das Universidades e Institutos Federais, que avança novamente em um movimento grevista pelo Brasil todo, para exigir o cumprimento do Termo de Acordo de Greve firmado em 2024.
Segundo o IG, a luta de 2024, que durou mais de 100 dias, conquistou vitórias importantes, como reposições salariais de 9% e 5% nos pisos, aumento para 4% e 4,1% nas progressões - steps (ambos em parcelas respectivas a 2025 e 2026), e a reestruturação dos níveis de classificação, que trouxe ganhos de 14,5% a 35%, dependendo do nível, do tempo de carreira e da formação dos servidores.
Porém, durante o segundo semestre de 2024 e o ano de 2025, o Governo Federal desrespeitou nossa categoria ao recusar atender os demais itens do Acordo. Conquistas históricas, que não dependiam de base orçamentária, foram negadas pelo governo que sequer apresentou os estudos que motivaram a negativa. A jornada de 30 horas para todas e todos, a racionalização dos cargos, o reposicionamento dos aposentados, e a democratização das Instituições Federais de Ensino (IFE) são exemplos de compromissos sem impacto financeiro que não foram cumpridos.
Além disso, a última vitória da greve, em termos de valorização da carreira, foi completamente desconfigurada. O Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), que, pelo acordo, seria de acesso universal, incluindo aposentados, e regulamentado pela Comissão Nacional de Supervisão de Carreira, foi atropelado por uma proposta legislativa da Casa Civil no final de 2025, restringindo as possibilidades de acesso a esse direito.
O IG (01/2026) exorta aos técnicos administrativos que devemos, portanto, reivindicar que todas as nossas conquistas sejam efetivadas. É hora de construirmos uma nova greve nacional da categoria Técnico-Administrativa em Educação, tão grande e combativa como a anterior, mobilizando todos os servidores e servidoras por nossos direitos, pelo cumprimento integral do acordo de greve de 2024 e em defesa da educação pública, gratuita, socialmente referenciada e de qualidade!
Segundo o servidor aposentado Bartolomeu Rodrigues de Moura, representante de Alagoas, que está participando do Comando Nacional de Greve (CNG) da Fasubra, em Brasília, quando começou a reunião do CNG, nesta sexta-feira, dia 06.03, foram apresentados os informes de Secretaria/Comunicação.
“Ao todo, até agora, são 42 instituições federais em greve. Várias atividades serão realizadas na próxima semana. Neste domingo, dia 8/3, Dia Internacional da Mulher, para as companheiras e companheiros que estão no DF, o 8 de março (8M) será marcado por um grande ato político-cultural unificado e a concentração se dará a partir das 13h, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A partir das 15h, haverá uma caminhada rumo ao Palácio do Buriti”, destaca Bartolomeu.
Por fim, ele evidencia que na próxima terça-feira o calendário foi alterado por conta dessa decisão do Congresso em votar o PL do RSC. Todos CNG estarão no Congresso (Senado) durante a apreciação do PL 5.874/25.