Audiência ocorreu nesta quarta-feira (8), na Reitoria da Ufal. Entidades defendem legalidade das rubricas no salário dos servidores.
Em audiência presencial realizada nesta quarta-feira (8), na Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal) e da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal) contestaram a determinação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para que se efetue a absorção da rubrica Unidade de Referência de Preços (URP) de 1989 (26,05%).
Sob a justificativa de uma "padronização administrativa", o MGI pretende converter rubricas judiciais da URP de 1989 - 26,05% (2º Grupo) em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), sujeitando-as a uma "absorção" agressiva por reajustes futuros.
A regra estabelece que 60% de qualquer incremento vencimental será confiscado para abater o valor da rubrica, o que representa, na prática, o congelamento salarial por tempo indeterminado e a degradação da segurança financeira de milhares de servidores, em sua maioria aposentados, cujos direitos foram consolidados há mais de três décadas.
Na reunião, a gestão da Ufal, representada pela vice-reitora Eliane Cavalcanti, apresentou formalmente as novas orientações do MGI - encaminhadas por Ofício Circular no dia 4 de abril - que visam à absorção da mencionada rubrica, o que deve prejudicar servidores de mais de 40 universidades, 20 institutos federais, além de outros órgãos federais, caso a medida seja aplicada conforme prevista.
As entidades sindicais reforçaram os argumentos que embasam e validam o posicionamento contrário à absorção da URP 2º Grupo – 26,05%, entre eles, os seguintes:
Em resumo, as entidades sustentam que a medida é juridicamente inadequada e materialmente inviável para aplicação em bloco, devendo a universidade abster-se de converter as rubricas em VPNI ou aplicar qualquer absorção sem análise individualizada e o respeito às decisões judiciais específicas da categoria.
Por sua vez, a gestão da Ufal comprometeu-se em analisar todos os pontos argumentados pela Adufal e Sintufal na reunião para, então, proceder da forma correta.
O Sintufal foi representado pela coordenadora-geral, Nadja Lopes. Pela Adufal, participaram da reunião a presidenta, Rosangela Reis, o vice-presidente, Carlos Müller, o secretário-geral, Jailton Lira, a diretora de Política Cultural, Terezinha Ataide, a diretora de Divulgações e Imprensa, Camila Porto, o advogado do escritório jurídico que representa a Adufal e o Sintufal, Flávio Pinheiro, e a assistente jurídico, Sônia Titara.
Já pela Reitoria da Ufal, participaram a vice-reitora, Eliane Cavalcanti, o chefe de gabinete, João Paulo Fonseca, o Pró-Reitor de Pessoas e do Trabalho (Progep), Wellington Pereira, o diretor do Departamento de Administração de Pessoal (DAP), José Clebson Farias, e a servidora do DAP, Elma Fabiane.
Fonte da notícia: Ascom e Jurídico da Adufal