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Ufal silencia e não responde ao sindicato sobre retorno ao trabalho

Mesmo depois de enviar oficio, Sintufal ainda aguarda um posicionamento da administração

Arte: Ascom/Sintufal

No último dia 5 de novembro de 2020, o Sindicato dos Trabalhadores na Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) protocolou ofício, junto ao gabinete do reitor, Josealdo Tonholo, pedindo explicações sobre o retorno ao trabalho de forma presencial na Reitoria e na Sinfra. E, até o momento, não houve nenhuma resposta. A direção colegiada da entidade sindical estranha o silêncio e a demora em responder a um simples pedido de informações.  

Conforme já dito, anteriormente, o fato desse retorno ao trabalho ter se dado sem nenhuma discussão com a entidade representante dos técnicos causou indignação e perplexidade. “Pedimos explicações formais e plausíveis para tal postura administrativa, uma vez que não existe ato formal que designe o retorno presencial dos técnicos da Reitoria e da Sinfra”, reitera o coordenador de comunicação do Sintufal, jornalista Ricardo José Oliveira Ferro (Moresi).

Preocupação já informada O Sintufal volta a manifestar sua preocupação em relação aos riscos de contaminação pela Covid-19 e a total falta de parâmetros técnicos e científicos para definir o retorno diante do fato de termos servidores nos grupos de riscos e de não haver vacina para evitar o Coronavírus.  

Na publicação no sítio oficial da Ufal, ocorrida dia 30 de outubro, a matéria afirma que o reitor Josealdo Tonholo informa que o retorno é necessário porque há muita demanda de final de ano e a Ufal precisa do empenho de todos. “Nós não paramos de trabalhar durante esses meses de pandemia, mas, agora, vamos ampliar o atendimento na Reitoria e na Sinfra. Lógico que resguardando a segurança de todos os servidores e usuários. Continuarão em casa os idosos e quem está em grupo de risco”. Mesmo com essa afirmação, o Sintufal questiona o detalhamento e o esclarecimento de critérios como, por exemplo, quais seriam as demandas tão urgentes, entre outras coisas.

Temos técnicos nos grupos de riscos: idosos de 60 anos ou mais, mulheres grávidas e puérperas e pessoas com doenças pré-existentes, entre outras situações. Tudo precisa ser levado em conta e a reitoria não esclareceu qual procedimento deve ser adotado. As ditas “medidas de segurança” não são claras e não há qualquer garantia do que será seguido. O texto publicado no sítio da Ufal afirma simplesmente que “haverá álcool 70% em todos os locais de atendimento, todas as pessoas devem usar máscara e deve ser obedecido o distanciamento seguro”.

O sindicato, ainda, espera uma manifestação por escrito da reitoria e exige uma reunião presencial para que se esclareçam os critérios e as orientações para o retorno ao trabalho de forma objetiva e transparente.

Confira, logo abaixo, a cópia do ofício protocolado no último dia 05 de novembro de 2020.

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